segunda-feira, 14 de abril de 2008







EU TRABALHEI EM VÃO(I Have Labored in Vain)


Essa é uma mensagem para todos os que estejam vivendo embaixo de um peso de desencorajamento. Você olha para a sua vida e se deprime com as expectativas que falharam. Você sente que não realizou muito na vida, e à medida que o tempo se esvai vê que muitas promessas não foram cumpridas. Durante anos você orou e orou, mas as coisas que acredita Deus ter lhe falado não se realizaram. Outros que lhe cercam parecem ter tudo, desfrutando do cumprimento de muitas promessas - mas você carrega uma sensação de fracasso.


Olhando ao passado, você se lembra de todos os momentos difíceis. Você conheceu rejeição, sensação de total incapacidade e de fraqueza. Você amou tanto o Senhor, entregando corpo e alma para agradá-Lo, fazendo tudo que sabia. Mesmo assim, finalmente chegou um momento quando se convenceu: "Trabalhei em vão; esforcei-me por nada. Foi tudo futilidade". E agora uma coisa irritante entra na cabeça, e cochicha, "Você errou o alvo; não chegou nem perto. A sua vida é prova de que não fez diferença alguma no mundo".


Se você está passando por essa sensação de fracasso, então está em boa companhia. Em verdade, está entre gigantes espirituais.
Muitos Grandes Servos de Deus ao Longo da HistóriaAcharam Ter Falhado em Seu Chamado
O profeta Elias olhou sua vida e gemeu: "Senhor, leve-me. Não sou melhor do que os meus pais, e todos eles falharam contigo. Por favor, tire a minha vida. Tudo foi em vão" (parafraseado).
E o rei Davi? Ele ficou tão desanimado quanto àquilo que achava ser unção desperdiçada em sua vida, que queria bater asas como um pássaro em direção a um lugar isolado. "Quem me dera asas como de pomba! Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto" (Salmo 55:6-7).


Até mesmo o grande apóstolo Paulo tremeu de medo ao pensar ter vivido uma vida como obreiro inútil, "Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco" (Gálatas 4:11).João Calvino, um dos pais da Reforma, teve a mesma terrível experiência. Na hora da morte disse, "Tudo que eu fiz não teve valor algum... os ímpios alegremente atacarão essa palavra. Mas repito tudo de novo: tudo que fiz não teve valor algum" São Bernardo também suportou esse terrível desânimo. Em seus últimos dias ele escreve, "Falhei em meus propósitos... As minhas palavras e meus escritos foram um fracasso".


David Livingstone foi um dos missionários mais usados no mundo - seus feitos reconhecidos até mesmo pelo mundo secular. Livingstone abriu o continente africano para o evangelho, plantando muitas sementes e sendo usado por Deus para despertar a Inglaterra às missões. Deu corpo e alma, seguindo uma vida sacrifical para Cristo.


No entanto, durante o vigésimo terceiro ano no campo missionário, Livingstone expressou as mesmas dúvidas terríveis destes outros grandes servos. Ele também achou que seu ministério todo teria sido em vão. O seu biógrafo o cita em seu desânimo: "Tudo que eu fiz apenas serviu para que se abrisse o comércio de escravos africanos. As sociedades missionárias não mostram fruto após vinte e três anos de trabalho. Todo o trabalho parece ter sido em vão... eu trabalhei em vão".


Um dos grandes missionários que impactaram a minha vida foi George Bowen. A sua vida foi um exemplo poderoso, e seu livro, "Love Revealed" (amor revelado), é um dos maiores livros que já li sobre Cristo. Solteiro, Bowen se afastou da riqueza e da fama para ser missionário em Bombaim, na Índia, no meio do século 19. Quando viu os missionários lá vivendo bem acima do nível das pessoas às quais ministravam, Bowen deixou o sustento da missão e escolheu viver em meio às mais pobres delas. Vestia-se como os indianos, e abraçou a pobreza, vivendo numa habitação humilde, e subsistindo às vezes só com pão e água. Ele pregava nas ruas sob calor sufocante, distribuindo literatura do evangelho e chorando pelos perdidos.


Esse homem tremendamente consagrado havia ido à Índia com altas esperanças pelo ministério do evangelho. E havia dado tudo que tinha com essa finalidade, o seu coração, a mente, corpo e espírito. Mesmo assim, em seus mais de quarenta anos de ministério na Índia, Bowen não teve nenhum convertido. Foi só após a sua morte que as missões descobriram que ele era um dos mais amados missionários do país. Até mesmo os adoradores de ídolos viam Bowen como exemplo do que é um cristão.


Hoje, a vida humilde de Bowen e suas palavras de poder ainda incendeiam a minha alma, e a alma de outros pelo mundo. Contudo tal como muitos antes dele, Bowen suportou uma terrível sensação de fracasso. Ele escreve: "Sou o ser mais inútil da igreja. Deus me fere e esmaga com desapontamentos. Ele me edifica, e então permite que eu caia de novo ao nada. Eu gostaria da companhia de Jó, e simpatizo com Elias. Todo o meu trabalho é em vão".


Alguns leitores podem dizer, "Os grandes homens de Deus não deveriam usar uma linguagem dessas. Eles não deveriam nem ter esse tipo de sentimentos. Isso soa como medo e incredulidade". No entanto essa é a linguagem de muitos gigantes da fé, grandes homens e mulheres que consideramos exemplos fiéis. Todos eles tiveram o mesmo horrível sentimento de que "Não consegui chegar àquilo que Deus me chamou. Eu fracassei". Conheço o terrível som dessa linguagem em meu próprio coração.


Você Ficaria Chocado Se Soubesse que Jesus Experimentou Essa Mesma Sensaçãode Ter Realizado Pouco?
Em Isaías 49:4 lemos essas palavras: "Eu mesmo disse: debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças...". Note que essas não são palavras de Isaías, que foi chamado por Deus em idade matura. Não, elas são palavras do próprio Cristo, proferidas por Alguém que diz "O Senhor me chamou desde o meu nascimento, desde o ventre de minha mãe... o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó e para reunir Israel a ele" (49:1,5).


Quando cheguei à essa passagem, a qual eu já havia lido muitas vezes antes, o meu coração se maravilhou. Eu mal podia acreditar no que estava lendo. As palavras de Jesus aqui quanto a "trabalho inútil" foi uma resposta ao Pai, que havia acabado de declarar "Tu és o meu servo... por quem hei de ser glorificado" (49:3). Lemos as surpreendentes palavras de Jesus respondendo no verso seguinte: "Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças" (49:4).


Após ler isso, me levantei em meu escritório e disse "Que maravilha! Mal posso acreditar que Jesus fosse tão vulnerável, confessando ao Pai que estava experimentando aquilo que nós humanos enfrentamos. Em Sua humanidade, experimentou o mesmo desencorajamento, o mesmo desânimo, as mesmas feridas. Ele estava tendo os mesmos pensamentos que já tive em relação à minha própria vida: 'Não é isso que eu entendi estava me sendo prometido. Desperdicei o meu esforço. Foi tudo em vão"'.


Ler aquelas palavras fizeram com que eu amasse Jesus ainda mais. Conscientizei-me de que Hebreus 4:15 não é só um clichê: o nosso Salvador verdadeiramente é tocado pelo que sentimos em nossas enfermidades, e foi tentado em todas as maneiras como nós somos - contudo sem pecar. Ele conheceu essa mesma tentação de Satanás, e ouviu a mesma voz acusadora: "Você não cumpriu a missão. A tua vida é um fracasso. Você não tem o quê apresentar como resultado do trabalho".


Qual foi exatamente a missão de Cristo? Segundo Isaías, foi trazer Israel de volta para Deus, tirar as tribos de Jacó da corrupção e da idolatria: tornar "a trazer os remanescentes (“ os guardados") de Israel" (49:6). O historiador Josephus fala sobre a situação de Israel nos dias de Jesus: "A nação judaica havia se tornado tão má e corrupta no tempo de Cristo, que se os romanos não a houvesse destruído, Deus teria feito cair fogo dos céus, como no passado, para consumi-los". Em resumo, Cristo foi enviado como judeu entre os judeus, para livrar o povo de Deus do poder do pecado, e libertar todos os cativos.


Jesus testifica, "(O Senhor) fez-me como uma flecha polida, e me guardou na sua aljava" (49:2). O Pai O havia preparado desde a fundação do mundo. E o mandado dado a Cristo foi claro: "Fez a minha boca como uma espada aguda" (49:2). Jesus deveria pregar uma palavra como espada de dois gumes para penetrar no mais duro dos corações.


Então Cristo veio ao mundo para cumprir a vontade de Deus e promover reavivamento em Israel. E fez exatamente como lhe foi ordenado, sem proferir sequer uma palavra e sem realizar um único ato senão o que Lhe foi orientado pelo Pai. Jesus ficou exatamente no centro da vontade de Deus, recebendo autoridade total e a mais poderosa das mensagens. Mas Israel O rejeitou: "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (João 1:11).


Pense nisso: Jesus pregou à uma geração que viu milagres incríveis - olhos cegos se abrindo, surdos ouvindo, os aleijados podendo andar. Contudo os milagres de Cristo foram repudiados ou minimizados, e Suas palavras ignoradas, incapazes de penetrar o coração endurecido das pessoas. Em verdade, a pregação dEle só enfureceu as seitas religiosas. Os próprios seguidores decidiram que a Sua palavra era dura demais e se afastaram dEle (v. João 6:66). No fim, até os discípulos mais chegados, os doze escolhidos, O abandonaram. E a nação que Jesus veio para levar de volta ao Pai gritava: "Crucifica-O".


Diante de qualquer olhar humano, Cristo falhou totalmente em Sua missão. O encontramos perto do fim do Seu ministério, junto a Jerusalém, lamentando a rejeição de Israel, chorando pelo Seu aparente fracasso em reuni-los, e com esperanças aparentemente frustradas. "Jerusalém, Jerusalém... Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta" (Mateus 23:37-38).


Imagine a dor que Cristo deve ter sentido ao proferir tais palavras. Posso apenas especular, mas creio que esse foi o momento quando Jesus se lamentou, "Trabalhei em vão". Imagino Satanás cochichando a Ele nesse momento, "Essa é a casa que fostes chamado a salvar, e a deixastes desolada e deserta".


Por um curto período, o Pai permitiu que Cristo experimentasse esse desespero humano da sensação de fracasso na vida: "Me entreguei inteiro, dei a minha força, o meu trabalho, a minha obediência. O quê mais eu poderia fazer para salvar esse povo? Todo o meu trabalho foi em vão". Ele sentiu o quê todo grande guerreiro de Deus ao longo das eras já experimentou: a tentação de se acusar de fracasso, quando um mandado claro de Deus parece não ter sido cumprido.


Por Que Jesus, ou Qualquer Homem ou Mulher de DeusHaveria de Dizer Essas Palavras em Desespero: “Eu Trabalhei em Vão”?


Como poderia o próprio Filho de Deus fazer uma declaração destas? E por que gerações de crentes fiéis têm sido reduzidas à palavras tão enganosas? É tudo resultado de se comparar resultados pequenos com altas expectativas.
Pode-se pensar: "Esta mensagem parece que se aplica só a ministros, ou àqueles chamados para realizar uma grande obra para Deus. Percebo que ela é dirigida a missionários ou a profetas da Bíblia. Mas o que ela tem a ver comigo?".


A verdade é que todos nós somos chamados a um grande propósito em comum, e a um ministério: ou seja, sermos como Jesus. Somos chamados a crescer em Sua semelhança, a sermos transformados em Sua imagem. Você simplesmente não pode ser um cristão a menos que esse seja o seu chamado, esse seja o seu único alvo na vida: "Quero me tornar mais e mais como Cristo. Quero ser liberto de todo egoísmo, de toda ambição humana, de toda inveja, impaciência, ira, e da atitude de pensar mal dos outros. Quero ser tudo aquilo que Paulo diz que eu devo ser - para andar em fé e em amor. Senhor, o meu coração anseia ser como Tu".
Que expectativas elevadas! E você tem todas as promessas de Deus para lhe sustentar. Você segura nas mãos a espada de dois gumes, e seu coração se propõe a ser como Jesus. Então você começa a agir para se tornar como Ele.


Em pouco tempo, algumas mudanças maravilhosas começam a acontecer. Você fica mais paciente. Cada reação carnal que surge dentro de si, você rejeita, dizendo: "Isso não é ser igual a Jesus". A sua família, amigos, vizinhos e companheiros de trabalho percebem que você se torna melhor. Toda noite, você pode curtir a vitória daquele dia, e se parabeniza dizendo: "Consegui! Fui mais bondoso hoje. Hoje foi um dia bom, semelhante a Jesus".
Há alguns meses atrás, escrevi uma mensagem intitulada "Chamados para a semelhança de Cristo". Nela digo que a semelhança com Cristo começa em sermos como Jesus junto àqueles que estão pertos de nós. Verdadeiramente creio nisso. Logo, se você é casado, essa pessoa mais perto é o seu cônjuge. Então me dispus a me tornar o esposo mais semelhante a Cristo que um homem pode ser. E trabalhei nisso, me esforçando para ser mais paciente, compreensivo e atencioso.
Na primeira semana, batalhei para rejeitar toda e qualquer irritação. Fiquei o tempo todo recordando: "Jesus não iria fazer isso. Ele não iria dizer o quê quero dizer. Então não vou dizer. Vou ser como Ele".


No fim da semana, perguntei à minha esposa Gwen, "Você tem visto mais de Jesus em mim?". Ela respondeu, "Sim, eu vejo". Fiquei encorajado. Eu pensei, "É isso aí. Finalmente, após todos estes anos, descobri o quê é preciso fazer para ficar mais como Jesus".
Então a semana ruim chegou. Perdi a minha semelhança com Cristo - pelo jeito a cada movimento. No fim da semana, perguntei a Gwen, "O quê você acha de mim agora?". Ela disse "Mais parecido com Paulo".


Eu gostaria de dizer que a cada dia, sob todos os aspectos, estou me tornando mais como Jesus. Mas a minha luta humana na carne para ser tal como Cristo simplesmente não funcionou. E o fato é que nunca funcionará. Eu continuo lutando com pensamentos, palavras e sentimentos diferentes dos de Cristo. A minha carne não possui a habilidade de lançar fora a carne. Tal trabalho é feito unicamente pelo Espírito Santo: "Se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis" (Romanos 8:13). Em resumo, render-se à obra do Espírito Santo é a única maneira de se tornar verdadeiramente como Cristo.


É em meio à essa guerra contra a carne que muitas vezes caímos no engano. Somos tentados a pensar que fomos chamados, ungidos, e que aprendemos de mestres piedosos - e assim sendo, por que então continuamos a pensar em coisas da carne. Às vezes sucumbimos diante dos mesmos pensamentos que ressoaram ao longo das eras entre o povo de Deus: "Trabalhei em vão. Desperdicei o meu tempo e a minha força. Jamais vi acontecendo aquilo que Deus me prometeu. Não consegui realizar os planos e atos".
Pergunte a Qualquer Jovem Que Esteja se Afastando de CristoPor Que Esfriou com Ele
Se você perguntasse a um jovem ou à uma jovem, "Por que você voltou ao que era antes?", encontrará a mesma mentira demoníaca plantada no coração deles: "Eu fiz o possível. Orei, li a Bíblia. Fui à igreja, e testemunhei para os meus amigos na escola. Me esforcei ao máximo para viver de modo reto. Mas nunca recebi o milagre que eu precisava. As minhas orações não eram respondidas, e não era liberto. Depois de tudo isso, acabei derrotado. Eu não conseguia tirar da minha cabeça a coisa de que não adiantava, que a minha carne não iria mudar nunca. E que era perda de tempo. Eu sentia que tudo que fizera fora em vão".


E os pais e as mães retos, que tão diligentemente oraram pelos filhos que estavam esfriando? Deus lhes deu promessas e eles se agarraram à elas, clamando a Ele em fé. Mas o tempo passou e o filho nunca reagiu. E agora estes consagrados santos suportam a mesma terrível mentira: "Você falhou, trabalhou em vão. Perdeu tempo estes anos todos. Essa luta só serviu para te esgotar. Não adiantou nada".


Muitos que lêem esta mensagem estão desanimados por que não experimentaram a promessa que Deus lhes fez. Eles não invejam as bênçãos que o Senhor dá aos outros. Eles não se comparam com alguém que pareça estar desfrutando de um milagre. Não, no momento estão olhando para as suas próprias vidas. E estão comparando o que crêem Deus lhes prometeu com o quê parece estar acontecendo nesse momento. Para eles, suas vidas parecem um fracasso absoluto.


Examinando o seu caminhar com toda a honestidade e sinceridade, eles parecem ver pouco progresso. Fizeram tudo que Deus lhes disse para fazer, sem jamais hesitar diante de Sua palavra e mandamentos. Mas o tempo passa, e eles vêem apenas o fracasso. E agora estão aniquilados, com o espírito ferido. Eles pensam, "Senhor, será que tudo foi em vão? Será que ouvi a voz errada? Será que fui enganado? Será que a minha missão terminou em ruínas?".


Há Duas Coisas Que Eu Quero Colocar em Sua Mente Com Essa Mensagem
Primeiro de tudo, você agora sabe a partir de Isaías 49 que o Senhor conhece a sua batalha. Ele a lutou antes de você. E não é pecado ter pensamentos assim, ou ver-se deslocado com um sentimento de fracasso diante de experiências que lhe despedaçam. Jesus mesmo experimentou isso e era sem pecado.


Segundo, é muito perigoso permitir que essas mentiras do inferno infectem e incendeiem a sua alma. Jesus nos mostrou como sair desse desânimo com a seguinte declaração: "Debalde tenho trabalhado... todavia o meu direito está perante o Senhor, a minha recompensa, perante o meu Deus" (Isaías 49:4). Em hebraico a palavra direito aqui é "veredicto". Cristo está dizendo em verdade, "O veredicto final está com o meu Pai. Somente Ele julga tudo que fiz, e se fui eficiente ou não".


Através dessa passagem Deus está reforçando o seguinte para nós: "Pare de emitir veredictos em relação ao teu trabalho para Mim. Não é da sua conta julgar se foi eficiente ou não. Você ainda não sabe o tipo de influência que teve. Você simplesmente não tem a visão para conhecer as bênçãos que lhe estão chegando". Na verdade, não conheceremos muitas destas coisas enquanto não estivermos diante dEle na eternidade.


Em Isaías 49, Jesus ouve o Pai dizendo com todas as letras:
"Sim, Israel ainda não foi reunido. Sim, eu lhe chamei para reunir as tribos, e isso não aconteceu do jeito que o imaginavas. Mas esse chamado é uma coisa pequena comparado com o quê lhe deverá vir. Não se compara com o que tenho preparado. Eu agora vou lhe tornar em luz para o mundo todo. Israel será finalmente reunido; essa promessa será cumprida. Mas tu te tornarás uma luz não apenas para os judeus, mas para os gentios. Tu trarás salvação para o mundo inteiro".


"Israel não se deixou ajuntar; contudo aos olhos do Senhor serei glorificado, e o meu Deus será a minha força. Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os guardados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra" (Isaías 49:5-6).


Prezado santo, enquanto o Diabo está mentindo, dizendo que tudo que você fez foi em vão, que nunca verá cumpridas as suas expectativas, Deus em Sua glória está preparando uma bênção maior. Ele tem coisas melhores preparadas, acima de qualquer coisa que você possa imaginar ou pedir.


Não devemos mais ouvir as mentiras do inimigo. Pelo contrário, devemos descansar no Espírito Santo, crendo que Ele cumprirá a obra de tornar-nos mais como Cristo. E devemos nos erguer da desesperação e nos sustentar sobre essa palavra: "Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor" (I Coríntios 15:58).


Chegou a hora da abundância em seus trabalhos. O Senhor está lhe dizendo basicamente: "Esqueça e abandone essa 'idéia de fracasso'. Está na hora de voltar para a obra. Nada foi em vão! Há muita coisa chegando para ti - então pare com esse abatimento e alegre-se. EU não deixei você pra trás. Proverei abundâncias maiores do que você possa imaginar ou pedir!".


Por David Wilkerson

19 de dezembro de 2005





COMO RESPONDER AO CHAMADO?




O chamado é progressivo, na medida das minhas respostas pra com Deus. Para que as pessoas nos respondam, isso vem de um processo de conquista, de tempo para ganhar autoridade em Deus.


Salmos 73: 16-17


“em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; ate que entrei no santuário de Deus e atinei como fim deles.”


Até que ponto queremos responder a Deus?


Somos como placas que apontam pra Ele com nossas vidas.


Salmos 24: 3-6


“quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação. Tal é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó.”


Nós somos o que plantamos no passado.


Quando temos fome, vamos aonde tem comida. Nossas respostas são diferentes. Queremos estar perto de pessoas que estão cheias e são referenciais pra nós.


Salmos 73: 17


“ate que entrei no santuário de Deus e atinei como fim deles”


* ENTRAR EM DEUS
- Buscar de forma desesperada. Livro Caçadores de Deus, Tommy Tenney.
- Deixarmos de fazer outras coisas, pra estarmos Em Deus.
- Não negligenciarmos o: orar, meditação da palavra, etc..


“A obra que Deus vai fazer em mim, é muito maior a que Ele irá fazer através de mim” Ricardo Robortela – Clamor pelas nações.



SERÁ QUE QUEREMOS RESPONDER A DEUS MESMO?


Salmos 73: 17


“ate que entrei no santuário de Deus”


Eu respondo a Deus, respondendo a homens. Eu sirvo a Deus, servindo a homens. Eu amo a Deus, amando a homens.


Salmos 24: 4-6


“O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação. Tal é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó.”


O nosso nível de relacionamento a Deus é demonstrado através do nosso nível de submissão, amor e servidão aos homens.


Adoração é: “estilo de vida”. Façais tudo para a Glória de Deus. Todos os dias da minha vida precisam ser resposta dessa adoração.


Deus vai quebrar o que é de maior resistência em nós. Primeiro caminho à pergunta: como responder ao chamado.


Entrar em Deus. É tempo de respondermos a Deus. Ele que nos usar de forma diferente. Que o nosso chamado não seja uma aparência sem realidade, mas que tenha vida de Deus.
Não podemos nos acostumar com a presença de Deus, mas sempre ousarmos mais.



Palestra: Pastor Wendell, Ministério Amigo íntimo.
Dia: 13/04/2008.

sábado, 12 de abril de 2008



QUAL O POTENCIAL DA ORAÇÃO?


Leonard Ravenhill


Quem pode calcular as dimensões do poder de Deus? Os cientistas fazem estimativas do peso total do globo terrestre, os estudiosos da Bíblia chegam a decifrar as medidas da Cidade Celestial, os astrônomos contam as estrelas no céu, outros medem a velocidade do relâmpago e dizem precisamente quando o sol se levanta e se põe - no entanto, é impossível estimar o poder da oração.
A oração é tão vasta quanto o próprio Deus, porque é ele mesmo que está por trás dela. A oração é tão poderosa quanto Deus, pois ele se comprometeu a respondê-la. Que Deus tenha compaixão de nós, por sermos tão gagos e hesitantes nesta que é a atividade mais nobre da língua e do espírito do homem. Se Deus não nos iluminar no nosso recinto privado de oração, andaremos em trevas. No tribunal de Cristo, o fato mais vergonhoso que o cristão haverá de enfrentar será a pobreza da sua vida de oração.


Leia este trecho majestoso do ilustre pregador do quarto século, Crisóstomo: "O imenso poder da oração já sujeitou a força do fogo; amarrou a ira de leões, acalmou as insurreições de anarquia, pôs fim a guerras, aplacou as forças selvagens da natureza, expeliu demônios, rompeu os grilhões da morte, expandiu os limites do reino dos céus, aliviou enfermidades, afastou fraudes, resgatou cidadãos da destruição, parou o sol no seu curso, e impediu o avanço do raio destruidor.
"A oração é uma panóplia (armadura) contra todo mal, um tesouro que nunca se diminui, uma mina que jamais poderá ser esgotada, um céu sem qualquer obstrução de nuvem, um horizonte imperturbado por tempestades. É a raiz, a fonte, a mãe, de incontáveis bênçãos."




Estas palavras são mera retórica, tentando dar uma aparência superlativa a algo comum? A Bíblia não conhece tais engenhosidades humanas.

OH, POR UM ELIAS!

Elias era um homem experimentado na arte da oração, que alterou o curso da natureza, estrangulou a economia de uma nação, orou e o fogo caiu, orou e o povo caiu, orou e a chuva caiu. Precisamos hoje de chuva, chuva e mais chuva! As igrejas estão tão ressecadas que a semente não pode germinar. Nossos altares estão secos, sem lágrimas quentes de suplicantes penitentes.
Oh, por um Elias! Quando Israel clamou por água, um homem feriu a rocha e aquela enorme fortaleza de pedra se transformou numa madre, que deu à luz uma fonte de águas a dar vida. "Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?" (Gn 18.14). Que Deus nos envie alguém que possa ferir aquela rocha!


De uma coisa estejamos certos: O recinto de oração não é lugar para simplesmente entregar ao Senhor uma lista de pedidos urgentes. A oração pode mudar as coisas? Certamente, mas, acima de tudo, a oração muda os homens. A oração não só tirou a desonra de Ana, mas a mudou - transformou-a de mulher estéril em frutífera, de pessoa tristonha em alguém cheio de gozo (1 Sm 1.10 e 2.1); de fato, converteu o seu "pranto em dança" (Sl 30.11).
Quem sabe, estamos orando para dançar quando ainda não aprendemos a lamentar! Estamos buscando uma veste de louvor, quando Deus disse: "... e dar a todos os que choram... veste de louvor em vez de espírito angustiado" (Is 61.3, NVI). Se quisermos colher, a mesma ordem é dada: "Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes" (Sl 126.6).




Foi preciso um homem de coração partido, que lamentava profundamente, como Moisés, para poder dizer: Ó Deus, este "povo cometeu grande pecado... Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste" (Êx 32.31,32). Somente um homem que sentisse uma profunda carga de dor, como Paulo, poderia dizer: "... tenho grande tristeza e incessante dor no coração; porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne" (Rm 9.2,3).
Se John Knox tivesse orado: "Dá-me sucesso!", nunca mais teríamos ouvido falar dele. Porém, ele fez uma oração expurgada de desejos pessoais: "Dá-me a Escócia, senão eu morro!", e assim marcou as páginas da história. Se David Livingstone tivesse orado para conseguir abrir o continente africano, como prova de seu espírito indomável e habilidade com o sextante, sua oração teria morrido com o vento da floresta; porém, sua oração foi: "Senhor, quando será curada a ferida do pecado deste mundo?" Livingstone vivia em oração e, literalmente, morreu de joelhos, em oração.


A solução para este mundo tão insaciável por pecado é uma igreja insaciável por oração. Precisamos explorar novamente as "preciosas e mui grandes promessas" de Deus (2 Pe 1.4). Naquele grande dia, o fogo do juízo haverá de provar o tipo, e não a quantidade, da obra que fizemos. Aquilo que nasceu em oração passará pela prova.


Na oração, tratamos com Deus e coisas acontecem. Na oração, fome de ganhar almas é gerada; quando há fome para ganhar almas, mais oração é gerada. O coração que tem entendimento ora; o coração que ora adquire entendimento. O coração que ora, reconhecendo sua própria fraqueza, recebe força sobrenatural do Senhor. Oh, que fôssemos pessoas de oração, tal qual Elias - que era um homem sujeito aos mesmos sentimentos que nós! Senhor, ajuda-nos a orar!
Extraído de um livro escrito por Leonard Ravenhill em 1959, Why Revival Tarries (Por que o Avivamento Demora).


Fonte: www.Revistaimpacto.Com.br/arauto - Arauto Ano 21 nº 3


PURO E IMPURO


Gerson Ortega



"E ao meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro". Ezequiel 44: 23
Está no coração de Deus ajudar e ensinar Seu povo a distinguir entre o puro e o impuro... o santo e o profano... mas isso envolve intimidade com Deus para haver discernimento, entendimento e não juízo ou sensação de "modismo cristão".
Nesse mesmo capítulo 44 vemos como Deus pretendia preparar seus sacerdotes para aprenderem a discernir...
v.15 - os sacerdotes levíticos, isto é, escolhidos... os filhos de Zadoque , familias envolvidas que guardaram a ordenança a respeito do meu santuário - aqueles que mantiveram os princípios da Palavra... Estes, são os que se chegarão a mim para me servirem; e estarão diante de mim, para me oferecerem a gordura e o sangue (gordura= as vitórias, privilégios, fama e sangue = suas próprias vidas)
v.16 - eles entrarão no meu santuário (intimidade), e se chegarão a minha mesa (se alimentarão da minha palavra) , para me servirem (adoracão = serviço) ,e guardarão minha aliança (compromisso).
v.17 - vestes de linho = pureza, santidade, separação para Deus
v.18 - não se cingirão de nada que produza suor ( não por suas próprias virtudes ou conhecimento, ou reconhecimento humano, não por força humana ! )
v.19 - santidade é um atributo de busca individual - não somos santos porque frequentamos esta ou aquela igreja, ou porque o ambiente do culto é santo, etc, somos santos quando decidimos pessoal e intransferivelmente, crucificarmos nosso eu com Jesus - é algo pessoal não transferível !



v.20 - não seriam nazireus ( sua santidade e separação para Deus seria um exemplo para os demais, o que seria passível ser buscado, não impossível! )
v.21 - Nenhuma outra "inspiração"que não o Espirito de Deus ( ...não vos embriagueis com o vinho onde há dissolução e contenda, mas enchei-vos do Espirito...)
v.22 - exemplos no seu relacionamento familiar !!!
v.23 - E ENTÃO ENSINARÃO A MEU POVO...
Quando falamos de musica cristã hoje, nos deparamos com diferentes bases de avaliação que podem ou não "baterem" com o que a palavra de Deus diz!
Muito mais se fala em termos do que "está rolando" no momento, do que propriamente nos princípios da palavra.
Não se fala em cantores, ou compositores, ou "artistas" cristãos que tenham uma vida familiar em ordem, que tenham princípios bíblicos; fala-se em que ritmo eles tocam ou qual o estilo musical a banda tem, ou quantos Cds venderam nos últimos meses!!??
Não se fala em buscar-se a mesa de Deus para dela nos alimentarmos, ou da ministração que traga a presença de Deus; fala-se em quantas pessoas foram ao último show!!
Por fim, quanto à letra das canções, há uma boa "dica" de Paulo quanto à inspiração para as canções:
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" Filipenses 4:8
Com a busca destas "dicas" da Palavra, poderemos começar a buscar o entendimento para discernirmos o santo do profano!
Que Deus nos de graça!!!!


Pr. Gerson Ortega


O USO DA BATERIA NA ADORAÇÃO


Márcio Miguel

Muita gente afirma que existem duas classificações para as pessoas que tocam algum instrumento: os músicos e os bateristas. Outros afirmam a mesma idéia dizendo que o baterista é o cara que gosta de andar com os músicos. Bateristas são geralmente taxados de rebeldes, barulhentos, pessoas indomáveis. Foram e até hoje são alvos de muita observação dentro das igrejas. O pessoal mais jovem tende a admirá-los, porém os mais idosos têm o profundo pavor e resistência quanto a sua inclusão na equipe de louvor.
No entanto, o que nós, bateristas, podemos fazer para nos tornarmos mais agradáveis e contribuir de uma forma construtiva com a igreja onde servimos?
Existem diferentes pontos de vista em relação ao uso ou não do instrumento na igreja. Muito embora eu seja baterista, em alguns casos acho dispensável o uso da bateria, devido a fatores como a acústica do salão onde são realizadas as reuniões, o número de pessoas que freqüentam os cultos, além de, muitas vezes, a falta de habilidade das pessoas que tocam - que em diversos casos ignoram a necessidade do estudo do instrumento.
A seguir, gostaria de citar alguns pontos que, a meu ver, são determinantes para o uso adequado da bateria no contexto congregacional.
Conhecimento e domínio técnico
O primeiro passo para alguém ingressar no ministério de louvor - depois de ter o aval de seu pastor - é dominar tecnicamente a área em que pretende atuar. Ninguém confia a construção de um prédio a um médico, economista ou advogado, pois não têm conhecimento técnico para isso. Da mesma forma, não cabe uma pessoa que não tem habilidade com um determinado instrumento desejar ocupar a função de músico. Infelizmente, isso acontece muito dentro das igrejas. É imprescindível que o baterista busque o acompanhamento de um professor experiente, que lhe dará amplas condições de conhecer o instrumento, suas técnicas, rudimentos, leituras, levadas etc. Existem informações disponíveis de várias maneiras, através de lições retiradas da internet, revistas especializadas, métodos, vídeos e clínicas com músicos de altíssima qualidade. Enfim, hoje em dia não há justificativas para o baterista não estudar.
Na medida certa
Sem dúvida, o bom - senso é o grande diferencial de um músico disciplinado. É muito bom ver bateristas perfeitos tecnicamente tocar de maneira simples, valorizando a nitidez da levada, mantendo o andamento sem variações, tocando com dinâmica, economizando notas e viradas e, conseqüentemente, deixando a música soar da maneira como ela pede. Em alguns casos, ter bom senso é não tocar, pois algumas músicas pedem para que se substitua a bateria por um simples chocalho. Ter bom senso é escolher até o tipo de baqueta que deve ser usada em uma determinada reunião. Antes de começar a tocar, procure verificar qual é a real necessidade daquele momento:
Será que a reunião com 15 pessoas; requer que a bateria seja tocada? Será que um salão com telhados de folha de zinco e com piso frio, suporta uma bateria com 10 tambores, oito pratos e microfones em todas as peças?
Ter bom senso, no contexto que falamos, vai além de como tocar e abrange toda a concepção de alguém que pretende servir às pessoas com sua música.
Espírito de equipe
O baterista precisa saber qual é a sua função dentro de um time. Durante o período de louvor, as pessoas da congregação precisam ouvir nitidamente a voz de quem está dirigindo a música, ou seja, da pessoa que está cantando a melodia da música. A função do baterista, juntamente com o baixista, é dar suporte para a banda; tocar de maneira que a pessoa que está cantando possa ser ouvida por toda a congregação; dar ritmo para que todos toquem e cantem juntos. O baterista pode ser o melhor músico da banda, porém se ele não for capaz de cumprir seu papel, com certeza o máximo que poderá fazer com todo seu talento será atrapalhar a banda toda.
O músico baterista
Outra dica que me ajudou muito - e que geralmente funciona com os bateristas, segundo seus próprios depoimentos - se refere ao fato de como estudar outro instrumento harmônico pode contribuir para o seu melhor desempenho. Particularmente, posso dizer que estudar harmonia e tocar piano (mesmo que não muito bem!) me ajudou a compreender as diferentes formas musicais, os estilos e pulsações, as diferentes faces da dinâmica - isto é, quando suavizar; quando colocar mais notas; e quando deixar soar. Trocando em miúdos, a harmonia e a percepção me auxiliam muito na hora de tocar. Aprender a ler partitura foi outra grande conquista que me possibilitou compreender rapidamente o que o arranjador está querendo. Fica mais fácil falar a mesma língua dos pianistas, violonistas, baixistas, guitarristas e qualquer outro músico quando sabemos exatamente o que eles estão dizendo em relação a compassos, duração das notas, ligaduras e coisas desse tipo.

Custo x benefício

Escolher a bateria ideal e cuidar de sua manutenção; são outras dificuldades dos bateristas. Nem sempre os produtos importados significam garantia de boa compra. Muitos fabricantes nacionais têm buscado a excelência - com êxito, em diversos casos - dos produtos importados. Hoje é muito comum ver pratos "made in Brazil" com a mesma sonoridade e acabamento dos pratos internacionais que estamos acostumados a comprar. E o melhor: por um preço muito inferior. Portanto, o maior desafio não é escolher qual marca comprar, qual a procedência do material, mas sim escolher o instrumento que irá se adequar à estrutura do local onde será utilizado. Procure otimizar o som do instrumento que você tem. Muitas vezes uma simples troca de peles ou o uso de abafadores externos proporcionam grandes avanços na busca pelo som ideal. Em salões pequenos, geralmente utilizamos baterias com polegadas menores, por serem mais simples de afinar e proporcionarem volumes mais equilibrados. Em grandes templos, onde centenas de pessoas se reúnem, o mais adequado seria ter uma bateria com tambores maiores, "microfonadas" por um técnico de som profissional, que realmente entenda o que está fazendo. Em alguns casos, com revestimento acrílico para impedir que os microfones da baterias interfiram nos vocais e vice-versa.
Finalizando
Gostaria apenas de ressaltar a necessidade de entendermos qual é o nosso papel dentro do Reino de Deus. Todo artista é influenciador e formador de opinião pelo fato de estar em evidência. Essa realidade gera um grande compromisso de entender qual é o nosso verdadeiro chamado dentro do ministério, pois através do nosso exemplo podemos edificar tanto quanto destruir a vida de muitas pessoas que nos observam. Precisamos entender que não estamos na igreja apenas para tocar, para ser notados, nem para ter prestígio com as pessoas, mas sim para abençoar o próximo e cooperar para a edificação da igreja. O fato de tocarmos bateria (ou qualquer outro instrumento) é apenas um talento muito especial que Deus colocou em nossas mãos para servirmos às pessoas com alegria e gratidão.
Marcio Miguel, casado, é baterista da equipe de louvor da Comunidade Vinha de Piratininga (SP) e participou das gravações dos álbuns “Vem, esta é a hora”, “Entrega”, “Atitude”, “Mais que Paixão” e “Grande Deus”.

Fonte: www.vineyard.com.br


O PAPEL DO TECLADISTA NA EQUIPE DE LOUVOR


Luciana Fratelli

Tenho observado muitas formas de se tocar teclado; creio que existem diversas formas de produzir sons lindos, muitas técnicas diferentes de execução, porém o meu desejo aqui é disponibilizar algumas dicas a respeito de estilos e técnicas de grupo, no que diz respeito ao teclado.
A formação de uma equipe musical conta com três pilares básicos: Instrumento harmônico, rítmico e melódico. Classificam-se como harmônicos os instrumentos responsáveis pela base musical que completa a melodia. São os teclados, violões e em alguns casos, a guitarra. O contra-baixo também é um instrumento de suplemento harmônico, responsável por enfatizar o grau mais forte da harmonia, o I Grau. Nota-se que tanto no piano, teclado como no violão, executa-se mais de uma nota ao mesmo tempo. Isto é a harmonia, a combinação de dois ou mais sons simultâneos.
Os instrumentos rítmicos são em sua maioria reconhecidos como bateria e/ou percussão. Na realidade, todos os instrumentos possuem, além de sua propriedade principal, a capacidade rítmica. Isso esclarece que, não necessariamente, a bateria ou percussão é um instrumento insubstituível ou essencial.
Os instrumentos melódicos são responsáveis pela execução de sons sucessivos, como o tema musical. São em sua maioria instrumentos de sopro, incorporando inclusive a voz. A guitarra muitas vezes pode tornar-se um instrumento melódico, quando num solo, porém ela funciona na maioria das vezes como suplemento harmônico, tal qual o contrabaixo, só que trabalhando mais notas simultâneas.
No caso do teclado ou piano, funciona da mesma forma. Ele tem a facilidade de trabalhar melodia e harmonia simultaneamente, dada a sua estrutura. O fato de ser um instrumento tão explícito em sua apresentação acaba por originar alguns "perigos" quando utilizado num grupo de dois, três ou mais instrumentos. Gostaria de relacionar aqui alguns destes perigos e também algumas dicas que julgo importantes para um desempenho relativamente melhor:




1 - O teclado é um instrumento completo em si mesmo, porém, existe um suplemento rítmico, harmônico e melódico trabalhando com você.
O fato de termos esta facilidade em tocar ritmado, completamente harmonizado e ainda assim, fazer soar a melodia musical, torna o teclado um dos principais "poluentes" das equipes de louvor. Num grupo com violão e teclado, a coisa fica ainda mais confusa. Nota-se no tecladista um empenho em "preencher" os espaços, ou simplesmente, ele toca como se estivesse sozinho. Se existe um instrumento ritmado, como por exemplo, o violão, a possibilidade de eles se cruzarem é muito grande. Quando o tecladista deseja fazer ritmo, é necessário que haja um entrosamento entre ele e outro instrumento harmônico e rítmico. Vale lembrar que a bateria responde muito bem a esta necessidade de marcação. A junção destes instrumentos básicos visa facilitar o papel de cada instrumentista, a fim de liberá-lo a fazer algo mais arrojado. Lembre-se de que, em alguns momentos, não se faz necessário ritmar a canção, basta apenas proporcionar a harmonia para que os outros tenham base pra criar. Observo também que, mesmo quando o tecladista não faz ritmo o tempo todo, alguns "adiantam" o tempo musical, sempre dão aquele "toquezinho" antes do tempo, antes do acorde. É bom que o teclado tenha uma dinâmica e um movimento na música, mas precisamos tomar cuidado com pequenos vícios como este. Alternar em "adiantar" e tocar na "cabeça" do tempo deixa o som mais limpo e mais agradável.
2 - O teclado tem muitos recursos e muitos timbres. Ouse arriscar.
Muitas vezes limitamos nossa forma de tocar. Acabamos por utilizar apenas pianos, órgãos e não exploramos outras possibilidades no instrumento. A formação de banda como bateria, baixo, violão e teclado, deixa o tecladista mais livre para utilizar efeitos como "pads", "synths", sons "vetoriais" e "camas vivas" - sons vetoriais são sons que vão crescendo sofrem alteração na dinâmica; camas vivas são sons com "barulhinhos" movimento constante. É claro que até mesmo para utilizar estes recursos faz-se necessário muito bom senso e bom gosto, mas nada impede de experimentar estes recursos nos ensaios, procurar fazer algo diferente e buscar a opinião de todos. Uma das coisas que ajudam muito é ouvir grupos musicais de diferentes estilos e procurar observar o que o tecladista está fazendo. Isto acaba sendo também um banco de idéias, mas não pode ser o nosso fim, para nós cristãos é necessário também buscar um som inspirado pelo Espírito, algo do trono de Deus e procurar trazer isto aqui para a terra. Não precisamos "mistificar" tudo, mas também não podemos perder o nosso foco, que é viver no sobrenatural de Deus.


3 - Eu posso saber, mas não preciso mostrar tudo o que sei.
Uma das coisas que observo muito, nos músicos em geral, é o desejo de tocar algo muito bom, muito bem elaborado. Não há nada errado em fazer tudo com excelência, porém é preciso ter um equilíbrio, como em tudo na vida. Alguns tecladistas são tão bons, tão bons, que não dá pra não nota-los numa equipe. Eles sempre têm frases rápidas, deslizam os dedos nas pentatônicas e "pentablues", fluem ininterruptamente, re-harmonizam com habilidade e marcam tudo com um toque de sofisticação indiscutível... e são uns chatos. Por quê? Simples! Eles não dão espaço pros outros instrumentos, "quebram as pernas" dos vocalistas, puxam a banda pra eles e acabam por roubar a cena. É claro que isto não é geral, mas acontece muito com bons músicos, e com outros instrumentos também, como a guitarra, e com muitos cantores. Acredito que faz-se necessário buscar um equilíbrio, para que a linguagem musical possa ser "digerida" pelo público em geral, principalmente se este público for a congregação. Existem muitas propostas musicais, mas estas dicas referem-se ao louvor congregacional. Cuidado pra não tocar ou arranjar algo que não possa ser absorvido pela média geral das pessoas que estão participando da ministração. Lembre-se de que somos um canal pras pessoas focarem em Deus, mas se não tivermos uma linha de comunicação que possa ser entendida, este foco fica debilitado. Ainda que toquemos bem nosso instrumento, precisamos ter o bom senso de usar o "virtuosismo" em momentos específicos, saber a hora de "descer" aquela escala, de colocar aquele acorde de passagem, pra que a canção não perca a naturalidade. Às vezes, é bom saber tocar simples, quando a mensagem é simples, às vezes pode-se tocar muito bem, utilizando recursos avançados, deixando tudo com uma aparência simples, limpa e clara. Busque discernimento na hora de tocar com a equipe, sempre ouvindo os outros músicos, procurando saber o que eles estão fazendo, pra não "cruza-los", ou "soterra-los" no meio da música.
4 - Cuidado com os estilos.
É bom lembrar que alguns estilos pedem comportamentos diferentes de cada músico. Num grupo cujo perfil encaixa-se bem no pop-rock, cuidado com timbres como "strings" e pianos elétricos. O piano acústico combina mais com o estilo e os "pads" encaixam-se melhor pra dar aquela "liga". No "soul" os pianos elétricos encaixam-se melhor, e órgãos são sempre bem vindos. Os metais são um recurso muito bom neste tipo de música e os strings são muito bonitos no rock melódico. Claro que não podemos limitar a criatividade nem podar as idéias. Quebrar padrões é muito bom, mas tomando aquele cuidado com o bom senso e com a ética musical. Não podemos esquecer que a música é uma linguagem, e precisa ser inteligível. Procure observar os estilos e passe-os pelo filtro do Espírito. Esteja aberto, mas seja também prudente.

Observações importantes:
- Cuidado com a mão esquerda no teclado. Tocar notas muito graves ou "oitavar" o I Grau na mão esquerda deixa a música muito pesada e "cruza" o contrabaixista. Procure tocar na região mais médio-aguda do teclado; ·.
- Cuidado com o pedal de sustentação. Sempre "respire" o pedal para que o som não fique embolado; - Cuidado pra não re-harmonizar as canções sem levar em consideração o backing-vocal. Lembre-se de que eles abrem harmonias pré-estabelecidas e a modificação de alguns acordes pode desaprumá-los.
Seja sempre flexível e aberto a mudanças.


O PAPEL DO GUITARRISTA NA EQUIPE DE LOUVOR



Samuel Fratelli


A guitarra é um instrumento harmônico e melódico, e com estas duas características o papel exercido por ela dentro de um grupo musical pode variar bastante. É muito comum a utilização dos termos: "guitarra base" e "guitarra solo", porém não podemos nos limitar apenas nisso. Para desempenhar uma boa função dentro do grupo, é necessário primeiramente identificar qual o estilo musical adotado, pois cada estilo tem suas próprias particularidades. Como existem muitos estilos e fica muito difícil a análise de todos eles, procuremos de uma forma generalizada explorar o instrumento.



Utilizando-se da guitarra como um instrumento harmônico, podemos usar acordes "cheios", com batida na mão direita ou arpejados, ou apenas blocos de acordes, explorando principalmente regiões agudas (esse recurso é bem empregado quando o grupo possui um violonista). Em ambos os casos, efeitos são sempre bem-vindos, seja um chorus, flanger ou até mesmo uma distorção. Se houver no grupo um teclado ou outro instrumento harmônico, faz-se necessário conhecer a distribuição harmônica usada por estes para não "embolar".
Se optarmos por uma guitarra melódica temos pelo menos três formas diferentes: solo, contraponto ou complemento harmônico.



A função solo talvez seja a forma mais comum de guitarra atualmente, sendo desnecessária sua descrição. No contraponto, toca-se uma melodia diferente da original, porém tocando-as simultaneamente. É um recurso muito utilizado por violinos e alguns instrumentos de sopro. É muito interessante, mas exige uma grande sensibilidade tanto do arranjador como do executante para não sobrepor a melodia principal.



Ainda podemos utilizar a guitarra como um complemento harmônico tanto com notas individuais (single notes), como com intervalos. Para esse recurso basta tocar notas pertencentes aos acordes executados pelo restante do grupo, sendo graves, médias ou agudas dependendo do efeito que se quer obter, ou utilizar os graus altos para obter um efeito dissonante.
Nas funções melódicas podemos utilizar praticamente todos os efeitos conhecidos na guitarra, principalmente reverb, delay, drive e chorus.



O MI(NI) STÉRIO DA TÉCNICA DE SOM


AMAURI MUNIZ



Para o grupo de louvor de uma igreja funcionar bem é responsabilidade da equipe técnica cuidar para que tudo esteja bem organizado e os equipamentos e instalações funcionando em sua capacidade plena. Assim, as pessoas vão se desgastar muito menos e os músicos se sentirão mais seguros para se concentrar no que realmente importa: adorar a Deus.
Há três aspectos muito importantes no que diz respeito ao bom funcionamento de uma sonorização. Aqui vão elas, em ordem de importância: acústica do ambiente; pessoas; e equipamentos. Por falta de conhecimento técnico, às vezes, em nossas igrejas, as prioridades estão invertidas.



Acústica do ambiente: Construímos templos bonitos, práticos, fáceis de limpar, mas impossíveis de sonorizar. Paredes, piso e teto feitos de materiais que refletem o som e, para piorar, em formato retangular, o que é o pesadelo dos técnicos.
Pessoas: Colocamos pessoas sem preparo técnico para operar o som. Geralmente, garotos cheios de entusiasmo e disposição para servir, mas sem qualquer conhecimento (nem dinheiro para cursos, livros e revistas especializadas). E pior, não investimos neles, apesar da enorme responsabilidade colocamos sobre seus ombros. Sem contar a enxurrada de “entendidos” que vão lá dar umas “dicas” para os técnicos na hora do culto.



Equipamento: Esta palavra causa arrepios nos pastores e tesoureiros. Eles gastam alguns milhares de reais, de tempos em tempos, para resolver o eterno problema de som, comprando equipamentos que parecem nunca ser suficiente, quando na realidade bastaria observar os dois itens anteriores. O que, aliás, representaria uma boa economia.
Primeiros passos



É preciso pensar no som na hora de contratar o engenheiro que vai projetar o prédio. Ele pode projetar um edifício lindo, prático, fácil de limpar, arejado, agradável e “acusticamente” preparado para sua função. Que beleza!
Um templo bem projetado, entre outras vantagens, vai proporcionar um vazamento sonoro muito menor. No final, além do técnico de som, os vizinhos vão agradecer. Mas isso não basta. É importante investir em nossos técnicos: cursos, livros, revistas especializadas, conferências, seminários, além de muito amor e disciplina.



Na hora de investir em equipamentos, o barato pode sair caro. Procure adquirir o melhor - que nem sempre é o mais caro - ouvindo as opiniões de profissionais. Existem equipamentos caríssimos, lindos, cobiçados, mas que não servem para sua necessidade no momento. Entretanto, cuidado para não adquirir equipamentos que cabem no seu bolso, mas que não resolverão o seu problema. Por isso, consulte um especialista. Ele vai sugerir a melhor relação custo-benefício.
E agora?
Não é tão difícil melhorar a sonoridade de uma igreja. Precisamos, antes de qualquer coisa, de elementos que absorvam o som: carpetes, cadeiras estofadas, cortinas, tapetes e, principalmente, investir em um revestimento de tecido, isopor ou carpete na parede ao fundo da igreja. Quanto mais abafado, sonoramente melhor.
Invista em material especializado - revistas, livros e cursos. Na internet, é possível obter muito material de qualidade. E o melhor: gratuito. Seu equipamento merece uma limpeza periódica, com direito a revisão dos cabos, organização, etiquetas de cores variadas, afinação da bateria, cordas novas para os instrumentos etc. O que você já tem é muito valioso e merece ser bem cuidado. Não deixe para se lembrar do problema só quando ele acontecer de novo no próximo culto.



Mãos à obra



Na hora de sonorizar um evento num salão ou ao ar livre é importante perceber que o equipamento usado não está além nem aquém da necessidade. As pessoas precisam ouvir bem - e não em alto volume -, onde quer que elas estejam posicionadas. O volume não deve passar do mínimo possível e o equipamento deve suportar bem o nível de volume com qualidade e sem distorção.



Para um grupo que se reúne em um local pequeno, às vezes nem é necessário equipamento. Para um grupo um pouco maior, pode-se utilizar uma caixa amplificada multiuso - daquelas que tem conexões para alguns instrumentos e microfones. Se há vários instrumentos e microfones, é preciso ter uma boa mesa de som e um técnico que domine o seu funcionamento. Mais importante: é melhor ter um bom equipamento que 10 equipamentos ruins.
O som está rolando O técnico de som precisa estar sempre muito atento a tudo. O bom técnico consegue perceber a necessidade dos músicos antes que eles digam qualquer coisa. Por sua vez, os músicos devem ser o mais claro possível em sua comunicação, evitando tentar ensinar o técnico a fazer seu trabalho. (Músicos, tentem sempre confiar no bom senso e principalmente na boa vontade de quem está operando o som!) Músicos e técnicos são uma equipe e não adversários. Gentileza nunca é demais!



Na hora da gravação Vamos descomplicar. Se você quiser fazer uma gravação simples do período de louvor ou da mensagem, não perca o tempo precioso do período de passagem de som ajeitando o gravador. Às vezes o técnico faz uma gravação perfeita, só que o som do culto fica péssimo porque é muito difícil fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O próprio equipamento de sonorização de ambiente não é projetado para gravar. Você pode usá-lo como uma solução razoável, mas não espere resultados maravilhosos.



Para gravar bem é preciso dedicar tempo nos testes, investir em equipamento exclusivo e pessoal capacitado - ou ter em sua igreja aquele técnico “milagreiro” que “tira água de pedra”. Se na sua igreja tem um espécime desses, cuide bem dele! Harmonia dos céus Adorar é despojar-se de si mesmo e render seu coração totalmente ao Pai. Um servo que se propõe a isto está preparado para cuidar do som. O orgulho e a prepotência não cabem na adoração. Sejamos humildes para que Deus possa se aperfeiçoar em nós. O operador de som também é um adorador que precisa aprender a confiar no Senhor e, ao mesmo tempo, tentar fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as coisas funcionarem bem, mantendo sempre o espírito de servo. Afinal, o bom técnico seja aquele que ´desaparece´ e a gente nem percebe que ele está ali de tão bem que ele trabalha. Isto não seria adoração?



Amauri Muniz é músico e produtor profissional. Tem sido presença constante nas gravações nacionais da VM. Participou intensamente dos álbuns Vem, Esta é a Hora, Entrega, Atitude e do recente Mais que Paixão. É membro da Comunidade Vinha de Piratininga (SP).

Fonte: Vineyard Music Brasil

sexta-feira, 11 de abril de 2008



MINISTRO COM AUTORIDADE


DON POTTER


Você já percebeu como algumas pessoas parecem ter a autoridade sobre seus dons e habilidades para executarem seus instrumentos? Alguns cantores têm o mesmo tipo de poder quando abrem suas bocas para cantar. Isso parece ocorrer nos esportes, nas artes, e na vida em geral, se já tivemos tempo para notar. Em uma oportunidade, conheci um carpinteiro que era tão habilidoso com o martelo e vi que ele parecia ter nascido para fazer aquilo. Às vezes, dizemos sobre essas pessoas "elas têm vocação para isso" ou "elas têm o dom".



De maneira inexplicável, quando alguém realmente tem talento para música ou para qualquer outra arte, geralmente, eles são referidos como autoridades no assunto. Isto os difere de sabichões que meramente reivindicam serem sumidades em algo. Se você quer conhecer os detalhes inerentes ao futebol, peça orientações a um jogador profissional. Se você quer saber sobre dança, pergunte a alguém que dançou um tempo longo etc. Por outro lado, se alguém tem praticado alguma forma de arte durante muito tempo; pode ser considerado como uma autoridade, mas isso é diferente em relação àqueles que nascem com uma capacidade ou dom de Deus.


Eles só precisam se dedicar e superam de longe todos os outros no mesmo campo.
Normalmente, essa é a equação para alguns sérios ciumentos sabotarem aqueles que têm tal bênção em suas vidas. Se essa pessoa sobrevive ao ciúme e à inveja, ela pode acordar e compreender que pode haver razões maiores para sua habilidade natural, além do entretenimento. Tudo isso é para dizer que existem ministros que trazem consigo a capacidade de afastar as forças demoníacas e ainda calar a boca do acusador, mas muitos deles usam esse dom para entreter, ou só estão com bastante medo de entrar nesse chamado. Nas vezes em que estão à frente, a necessidade de clareza espiritual será importante. O ministro com autoridade; será uma ferramenta nas mãos de Deus para limpar as distrações, fazer recuar as influências malignas no ambiente, e, em geral, preparar o fluir profético. Tudo isso parece ser empolgante, mas antes de entrar na parte da autoridade, gostaria de mostrar a você o significado do papel dos dons e das habilidades nesse processo.



DONS E HABILIDADES



Em inglês (NT: e também no português), dom é um presente, uma dádiva ou uma contribuição. A habilidade é uma aptidão ou capacidade e podem ser chamadas de talento.
No grego, "habilidade" significa poder ou força, poder miraculoso; um poder que reside em algo pelo caráter de sua natureza.



É a palavra grega "dunimus" que descreve o poder de operar milagres como Jesus.
"Dom", no grego, é "carisma" e denota poder extraordinário; acontece pelo poder da graça divina. "Autoridade" significa poder, direito, influência e, no grego, no sentido de poder de escolha, a liberdade de fazer como lhe agrada; poder físico ou mental, capacidade ou força. O fato de que todas essas palavras querem dizer quase a mesma coisa, nos mostra que, para andar na autoridade dada por Deus, você primeiro será agraciado ou capacitado para fazer todas as coisas que o Senhor destinou para essa autoridade influenciar. Eu sempre pensei que o dom da música era destinado a pessoas inocentes, inofensivas e bastante talentosas que gastavam suas vidas tentando receber outro dom para reconhecer essa dádiva anterior. Naturalmente, esse reconhecimento nunca traz uma resposta quanto à razão pela qual Deus o deu a você.


A fama ou as riquezas às vezes pode distrair você por tempo suficiente para que não se preocupe com a utilidade do dom e mantê-lo à frente do mal-estar do destino. Mas, com isso em mente, eu nunca pensei que esse talento era perigoso para alguém , senão para mim. Agora, vejo que não é só perigoso, mas capaz de fazer demônios retrocederem, proteger a unção de Deus, chamar de volta as pessoas para o seu lugar no Senhor e abrir os céus para que o mover profético possa fluir livremente. Isto explica o fogo refinador e purificador mencionados em Malaquias 3:3. Esse tipo de poder deve ser santificado ao Senhor. Isso tudo pode parece muito difícil de acreditar, e muito menos de vislumbrar o que alguns músicos poderiam fazer com este tipo de poder. Mas o Senhor está liberando essa influência sobre alguns ministros e minha esperança é que eles não percam essa oportunidade de ouvir o chamado do Rei.



ONDE ESTÁ A AUTORIDADE?



"Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas" Lucas 9:1. Penso que muitos se perguntam onde estão a autoridade e o poder que Jesus deu aos seus discípulos. Embora vejamos uma medida pequena de poder e a autoridade em alguns crentes, a grande maioria deles não sente que há poder para eles utilizarem. A igreja antiga tinha medo de pregar sobre o poder dos dons porque havia pouquíssimas manifestações dele. Mais tarde, fizeram uma doutrina para ajustar essa idéia. Esse assunto é muito longo ser tratado aqui, mas creio que quando os ministros verdadeiros deixaram seus lugares de tocar diante do Senhor e começaram a tentar ganhar a vida com seus dons, uma medida da clareza espiritual foi perdida e, lentamente, o poder diminuiu com ela.



A idéia de um poder sem custos e autoridade está chegando ao fim. Mas há mais sobre a idéia de poder e autoridade esperando para acontecer automaticamente para aqueles que se guardam. A parte do texto de Lucas que passa despercebida é "Seus discípulos". Jesus deu poder e autoridade para aqueles que Ele convocou e então os ensinou por três anos. Após muitas tentativas, erros e observando os milagres que Jesus fazia bem na frente deles, Ele disse "Eu dou a vocês poder e autoridade sobre todos os demônios...". Parece que nós queremos nos salvar e no próximo minuto começar a levantar os mortos. Os discípulos tinham um forte relacionamento com Jesus e, a partir desse convívio, Ele confiou aos discípulos poder e autoridade surpreendentes, mas também sagrados. O mesmo acontecerá hoje.



Sinto que há um chamado sendo feito agora mesmo para alguns (não é para todos) músicos e líderes de louvor para caminharem com o Senhor nessa estação. A razão é desenvolver um relacionamento com o Senhor que dará ao ministro uma influência nos céus. Uma vez estabelecido, haverá clareza no Espírito ao redor desse ministro e o benefício vai principalmente para o mover profético e para qualquer que o ouvir. Em minha vida, eu parei de tocar publicamente durante um tempo até que eu estivesse apto para sentir verdadeiramente Sua presença. O Senhor teve de me tirar da liderança do louvor e me colocar em um lugar tranqüilo por tempo suficiente para que eu estivesse pronto para ouvi-lO e sentir o que Ele estava dizendo. Se todos nós não tivermos tempo para ter um relacionamento com o Senhor, não haverá autoridade real ou qualquer mudança verdadeira em nossas igrejas. Nós apenas continuaremos como de costume, e nada veremos do ministério que se aproxima. Deixe-me contar a você uma pequena história sobre esse assunto.



Por Don Potter Copyright 2004. Diretos reservados.



PROFETA MÚSICO
Don Potter


Descobri algo interessante no dia em que eu estava consultando a palavra profeta no grego. Eu estava tentando achar a conexão entre profeta e músico.
A Chave Bíblica Grego/Hebraico Zodhiates compartilha da mesma definição da versão Strong para profeta: aquele que declara os oráculos, aquele que atua pelo Espírito divino.
Mas ela continua a dizer: No tempo de Samuel, havia homens que o seguiram, louvando a Deus por meio de canções e tentando chamar as pessoas de volta a Deus. Isso realmente chamou minha atenção. Eu conhecia o texto de II Reis 3:15 que fala de Eliseu, o profeta, solicitando um ministro que tocasse antes que ele profetizasse; mas, até então, eu não estava ciente dessa parte da definição da palavra profeta.

Eu sempre soube que o ministro podia profetizar, mas agora vejo que surge algo diferente. A música que o Senhor está liberando para o ministro que espera nEle e procura um relacionamento com Ele, chamará as pessoas de volta a Deus. A capacidade atraente da música tem um propósito muito mais importante além de abençoar o músico - sua intenção é evangelística. Eliseu pediu um ministro para ajudá-lo ouvir a voz do Senhor a respeito de uma batalha iminente na qual Israel estava prestes a entrar. O rei de Israel pediu a Eliseu que buscasse uma direção do Senhor sobre a batalha. No entanto, Eliseu estava zangado com o rei por causa dos falsos profetas que já o tinha influenciado, e isso se torna visível quando ele responde à petição do rei ao dizer, "Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe." (II Reis 3:13).


Acredito que Eliseu tinha mais de uma razão para chamar um ministro para que ele pudesse profetizar. Penso que a primeira razão era acabar com a raiva que ele sentia em relação ao rei de Israel. O segundo era ter os céus abertos para que ele fosse capaz de ouvir o Senhor. Havia algo no som do músico habilidoso que fechava a boca do inimigo. Essa idéia é provada anteriormente nas Escrituras quando Davi foi chamado para tocar a harpa diante de Saul para acalmá-lo quando os espíritos atormentadores que o incomodavam (I Samuel 16: 15-16). Os homens de Saul, de alguma maneira, sabiam que se um músico "inteligente" e "habilidoso" tocasse quando Saul fosse atormentado, ele seria liberto. Os homens de Saul estavam corretos, e, quando Davi tocou, Saul experimentou paz.


Meu primeiro pensamento quando leio isto era, "Que espécie de músico inteligente era esse?" Então conferi a palavra inteligente e encontrei a palavra hebraica yada. Significa conhecer, perceber, experimentar, ser hábil, descreve um saber íntimo, e realmente usa a minha palavra favorita para descrever música - sentimento. Para tornar-se íntimo da música, você terá de tornar-se íntimo do Criador dessa música. Para aprofundar-se em qualquer forma de arte, você deverá recorrer ao Arquiteto de todas as formas de arte - o Deus Onipotente.


SAUL CANTA COM OS PROFETAS


Antes que Saul se tornasse o primeiro rei de Israel, Samuel, o profeta, tinha algumas coisas que ele queria que Saul experimentasse. "Então chegarás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando e o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás outro homem" (I Samuel 10:5-6). Esses são os músicos que são mencionados na definição de profeta na Strong. Estes são aqueles que tocavam e profetizavam para trazer as pessoas de volta a Deus. Samuel sabia que esses músicos/profetas tinham autoridade suficiente para poder mudar a atmosfera espiritual de modo que Saul pudesse receber sua primeira dose da experiência profética que ele iria necessitar como rei.


O MINISTRO USADO COMO PROTEÇÃO


Apesar deste evento que mudou a sua vida, Saul mais tarde encheu-se de ciúme e de temor de Davi destituí-lo depois que ele tinha contrariado as instruções de Samuel, o profeta. Quando ele percebeu que Davi fora ungido para ser rei no seu lugar, Saul mandou que Davi fosse trazido à sua presença. Agora esses mesmos profetas/músicos que dirigiram Saul à sua primeira canção do Espírito seriam usados por Deus para serem uma proteção para Seu ungido. Saul enviou mensageiros para levar Davi e quando viram-no na companhia dos profetas profetizando, e Samuel à frente deles, o Espírito de Deus tomou os mensageiros de Saul, e eles também profetizaram. E quando contaram a Saul, ele enviou outros mensageiros, e eles profetizaram da mesma maneira. E Saul enviou mensageiros pela terceira vez, e eles também profetizaram (I Samuel 19:20-21).


Saul foi a este lugar levar Davi e ele também profetizou. As Escrituras dizem que Saul desnudou-se, caiu no chão e declarou a palavra de Deus toda a noite (I Samuel 19:24). O Espírito do Senhor veio a Saul como aconteceu aos outros homens enviados para levar Davi. Embora leiamos esse texto e não pensemos em nada sobre isso, imagine um líder de uma nação decidindo matar seu adversário e, durante uma tentativa, ele desnuda-se e cai no chão profetizando a vontade de Deus durante todo o dia e toda a noite. E tudo isso só por que ele se aproximou de alguns músicos com um profeta que estavam lá.


Esse é o poder que pode ser liberado quando aqueles que são chamados se posicionam em seus lugares. Eu quero lembra-lo que esses músicos viveram tudo isso o tempo todo. Eles passaram todo o tempo em que estavam acordados tocando no Espírito e profetizando no Espírito.


Novamente, é o relacionamento com Deus que dá autoridade.

ESCOLA COMPONDO E ADORANDO PARA MÚSICOS



CRONOGRAMA

MARÇO – Planejamento e elaboração dos projetos
ABRIL - Início da Escola, com a Disciplina Ministério – 12h aula
MAIOWorkshop – Palestra Fonoaudióloga - 2h
MAIO – Disciplina Percepção – 10h aula
JUNHOWorkshop – Prática de conjunto - 2h
JUNHOVITRINE – Seu espaço/ avaliação - 2h./ ARTE NA RUA - 4h
JULHO – Férias
AGOSTO – Disciplina – Composição – 10h aula / Workshop – Canto - 2h
SETEMBRO – Disciplina – Liderança – 10h aula
OUTUBROWorkshop – Construção de arranjo - 2h
OUTUBRO -VITRINE – Seu espaço/ avaliação 2h. / ARTE NA RUA - 4h
OUTUBRO – Formatura Primeiro módulo. - 2h
NOVEMBROCAIXA DE MÚSICA – Volume I – Show - 2h

ABRIL a JUNHOUMA NOITE QUALQUER /Visitação. - 3h
AGOSTO a OUTUBRO - UMA NOITE QUALQUER /Visitação. - 3h

WORKSHOPS
Amostra de trabalhos ou palestras, trazendo melhor compreensão sobre os temas apresentados em música.

Palestra fonoaudióloga
Prática conjunto
Canto
Construção de arranjo

VITRINE
Alunos da ECAM têm como avaliação, apresentação de trabalhos artísticos e criativos, de sua própria autoria, ou trazendo outros artistas.

ARTE NA RUA/DIA DE DAVI
Um dia ensinando nas ruas, levando todo conhecimento a comunidade, aos bairros e contando a Historia de Davi de acordo com tema sugerido.

UMA NOITE QUALQUER
Momento de adoração livre – Visitação

CAIXA DE MÚSICA
Shows com vários volumes apresentados no final de cada módulo.